3 de dezembro de 2009

resposta que enviei a um mail... peço desculpas às pessoas que o receberam...





Pessoal,

Perdoem essa amiga que recebeu esse mail e está acreditando que isso seja um pequeno mimo "natalesco" ou no mínimo, burlesco de alguma criatura de imaginação fértil e desocupada, mas vocês, façam o favor de entender-me: são coisas do espírito natalino que adentraram meu pequeno coração! Estou crendo, ultimamente, em mega sena, lotomania, coelho pascoal, coroa noel, saci... até vi um na BR 262 semana passada montado num jacaré... é!!! aqui tem isso, gente!!

Ah, ia me esquecendo: Dona Benta trabalha aqui no refeitório da empresa em que atuo. Ela faz guloseimas ótimas! Chapéu vermelho é uma menina meio desengonçada que entrega os quitutes na hora do recreio e a Cuca sempre fica com os excedentes... gulosa ela!!! Por isso, creio que essa coisa de mail rastreado seja verdade... creio em tudo! Até no Lula!
Mas creio mais ainda que o Sr ca.veklischer@nestle.com.br vá me ceder uma deliciosa cesta cheia de farinha láctea que me alimenta desde criança... por isso sou assim... graúda!!!

Então, gente, retomando, a Vanessa, é uma dessas criaturas das fábulas que tá me xingando porque estou demorando... mas eu QUERO A MINHA CESTA DE COISAS GOSTOSAS DA NESTLÉ!! E COM SORVETE.... olha, Sr ca.veklischer@nestle.com.br, pode me mandar 2 cestas??? A Vanessa está querendo atacar a minha antes mesmo de chegar... e acho que não vou ser feliz dividindo tudo com ela!! Será que o Sr ca.veklischer@nestle.com.br pode enviar tudo isso antes do natal?? É que vou viajar dia 18 e não posso ficar sem o meu presente da Nestlé... afinal, tenho 38 anos muito bem vividos e nutridos pelos produtos da Nestlé e com certeza, investi muita mesada e salário nesses produtos... faz sentido eu retirar os juros... não faz??

Sr ca.veklischer@nestle.com.br um beijo mágico a ti!

Não se esqueça... não quero caloi, quero cesta NESTLÉ!!!

Se isso tudo é um trote, peço ao infeliz que inventou isso, que morra de caganeira e não me faça mais perder o tempo da minha ocupadíssima vida maravilhosa respondendo loucuras alheias... meus sonhos têm preço! E quero a minha CESTA!!!!


NAMASTÊ: "O Deus que habita em mim saúda o Deus que há em você"

Beijowskys da russa. Ândrea

30 de novembro de 2009

Oração de Chico Xavier




Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo de alguns valores tão esquisitos que permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos(as), mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles(as) vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria;

Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia;
Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;

E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!


11 de novembro de 2009

complexidade...


Abri o Tarô... ainda nem sei como fazer isso, mas quis brincar de adivinhar ou imaginar.

Interpretar?... prefiro as entrelinhas dos teus olhos negros, tão profundos, tão sinceros e tão meninos que livro algum ousaria descrevê-los... Amo os olhos teus...
Amo a boca tua...
Amo os ombros teus...
Amo o riso largo e escancarado que tem o tamanho do mundo...
Amo tuas mãos belas e longas e pálidas e fortes...
Amo tua voz que entra suave pelos meus ouvidos e se arrasta pelas minhas extensões...
Amo tua cor, teus desenhos, tua cartografia...
Amo cada poro do tecido teu...

Pra que inventar essas coisas complexas e ajustadas de Tarô?

AMO-TE desajustada e sem complexidade.

Ândrea, A Russa

A Serenata...



Uma noite de lua pálida e gerânios
ele virá com a boca e mão incríveis
tocar flauta no jardin.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
- só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela,se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

Adélia Prado

Briga no beco... Adélia Prado




Encontrei meu marido às três horas da tarde
com uma loura oxidada.
Tomavam guaraná e riam, os desavergonhados.
Ataquei-os por trás com mãos e palavras
que nunca suspeitei conhecer.
Voaram três dentes e gritei, esmurrei-os e gritei,
gritei meu urro, a torrente de impropérios.
Ajuntou gente, escureceu o sol,
a poeira adensou como cortina.
Ele me pegava nos braços, nas pernas, na cintura,
sem me reter, peixe-piranha, bicho pior,
[fêmea-ofendida,
uivava.
Gritei, gritei, gritei, até a cratera exaurir-se.
Quando não pude mais fiquei rígida,
as mãos na garganta dele, nós dois petrificados,
eu sem tocar o chão. Quando abri os olhos,
as mulheres abriam alas, me tocando, me pedindo
[ graças.
Desde então faço milagres.


8 de novembro de 2009

Uns versos...


Sou sua noite, sou seu quarto

Se você quiser dormir

Eu me despeço

Eu em pedaços

Como um silêncio ao contrário

Enquanto espero

Escrevo uns versos

Depois rasgo

Sou seu fado, sou seu bardo

Se você quiser ouvir

O seu eunuco, o seu soprano

Um seu arauto

Eu sou o sol da sua noite em claro,

Um rádio

Eu sou pelo avesso sua pele,

O seu casaco

Se você vai sair

O seu asfalto

Se você vai sair

Sou a chuva

Sobre o seu cabelo

Pelo seu itinerário


Sou eu o sou paradeiro

Em uns versos que eu escrevo

Depois rasgo

E depois rasgo


(Adriana Calcanhoto)

Vambora


Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem Vambora
Que o que você demora
É o tempo que leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda têm você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite Veloz
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda têm você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Nas cinzas das horas

(Adriana Calcanhoto)


7 de novembro de 2009

Ler... ler mais... pensar e inspirar-se... eis o que é o ofício...

Relendo meus recadinhos no orkut, deparei-me com essa mensagem enviada por um amigo:

O mundo está nas mãos daqueles que têm
coragem de sonhar, e correr o risco de viver
seus sonhos. Cada qual com seu talento.
( Paulo Coelho)

Li poucas obras do Paulo Coelho e não constatei nada de tão assustador quanto as pessoas costumam dizer: antiético, escritor de autoajuda, não-acadêmico... e tantas outras desqualificações que atribuem a pessoa tão brilhante e que deveria ser mais valorizada pelos leitores brasileiros, inclusive no meio acadêmico.

Mas a questão não é essa... é bem outra que me traz aqui.

Coragem pra sonhar, todos temos... correr riscos, todos correm... mas o que acontece nas vidas das pessoas todas que bloqueiam seus sonhos?

O que é sonhar, alcançar o sonho e não saber o que fazer com ele quando se torna realidade?

Calos, feridas, pedradas, choques... tudo isso faz parte da vida mas, desistir? Chego a pensar que seja burrice crer numa vida perfeita, mas com certeza, é mais burrice ainda não crer que tudo possa ser mudado, que as pessoas possam mudar seus atos, pensamentos e condutas... nunca estaremos terminados, prontos... somos mutantes nessa questão...

Eu aprendi a perdoar essas "coisas" que a Vida me presenteia. Doeu demais no começo, mas hoje é um hábito saudável e que permite a mim, viver mais leve, suave, com menos dores.

Quando a pedra me atinge, eu a recolho e a coloco em meu Jardim. Muitas vezes, ela fica lá, mistura-se às outras tantas e chega um dia que olho pro Jardim e aprecio a beleza que construi: todas as pedras lá, enfileiradas em redor de flores, árvores, espelhos d'água... tudo acaba se tornando uma decoração quase nipônica, como os jardins do Rudge Ramos, em São Bernardo, naquela pracinha linda onde os casais de noivos tiram fotografias após concluírem seus casamentos na igreja em frente... é tudo tão harmônico, tão bem distribuído, tão sereno... nem sei como está hoje essa pracinha, mas espero que esteja igualzinha a das minhas lembranças. Muitas lembranças.

E tantas outras pedras fascinaram-me em minha vida!

Tem também as pedras que acompanham as estradas. Montanhas recortadas e estupradas pelas rodovias e pelos olhos de quem passa por ali sem reconhecer a beleza delas... pedras.

Lembro-me de como fiquei admirada quando cruzei a ponte sobre o rio Paraguai, há quase três semanas, quando ia a Corumbá. Se eu pudesse parar o carro sobre a ponte, teria me fascinado mais ainda com a beleza das rochas da montanha recortada, entrecoberta de líquens e árvores que nascem entre as rachaduras, muitas delas floridas... a água que passa lentamente pelo leito, nas pedras, como se as acarinhasse. Neste momento, mesmo que correndo muito, consegui enxergar a beleza dessas pedras ali, paradas, como se gritassem. Eu senti inveja delas. Queria ser como uma daquelas partes mais ousada da imensa montanha de pedra... queria ser a parte mais pontuda, aquela que ousa invadir uma fileira a mais em relação às outras, aquela que quer roubar para si um pouco mais do carinho das águas... rio Paraguai... quanta beleza se vê de uma ponte...



Não, meus companheiros... eu não consegui fotografar a tal montanha de pedra... infelizmente um fenômeno chamado "trânsito", fez eu pisar mais no acelerador, mas pude contemplar nitidamente as variantes de marrons, rosas-alaranjados, marinhos, vermelhos, ocres da imensa parece úmida que grita.

As pedras gritam. Eu as ouço quando o mundo fica mais quieto, e quando meu mundo está aflito.

Elas gritam coisas sem sentido. Muitas vezes são assim mesmo, abstratas, mas estão lá, berrando o tempo todo. Essas são as pedras-amigas. Aquelas que estão na natureza, as que sobraram na natureza, claro.

As pedras do meu Jardim não são como as pedras que vi no rio Paraguai. Elas não gritam comigo, não conversam comigo... são só pedras marginais, assassinas... pedras que tentaram - e por pouco tempo conseguiram - me derrubar... elas são presentes que a Vida me deu. Respeito muito os presentes. Mais ainda os ausentes.

Ganhei pedras de todos os amores que vivi. Ganhei pedras de muitos pessoas grosseiras que não sabem como é viver no equilíbrio do dia-a-dia. Pedras de familiares, de amigos, de antiamigos e até de desconhecidos.

Minha sacola de carregar pedras é grande. Sempre que chego em casa, todos os dias, tenho que descarregá-la no Jardim.

Primeiro, despejo-as ao chão. Depois, agacho-me junto delas e as seleciono por tamanho... por cor... analiso o peso de cada uma. Há pedras muito pequenas com peso muito maior que as pedras grandes, acredite-me... mas ficam lindas quando colocadas no Jardim... acredite-me mais uma vez!

Depois, quando estão todas colocadinhas em seus lugares, encaixadas umas às outras, contemplo. a visagem. Sento-me mais distante e fico quieta, só observando o significado de cada pedra.

Se estiver lendo essas linhas tortas que parecem retas, leia com pausa, com atenção, como se observasse atentamente as pedras comigo. Senta do meu lado mas fica quieto... contempla!

A ressignificação das pedras é tarefa mais árdua. Contempla comigo.

Se uma pedra ficou presa nas linhas do meu tênis, tem um significado. Mas se ficam presas nos meus olhos, o significado tem outra ressignificação.

Essas pedras que se prendem no corpo, não me incomodam e nem me tiram do rumo. Gosto é das pedras que batem na alma e causam hematomas tão imensos que ficam dias e dias doendo. Anos e anos...

Quanto mais elas doem, mais dou ressignificados a elas.

Ontem recebi uma pedrada nova... inédita e de grande valia.

É uma pedrada da pedrada, uma metapedrada... dá pra pensar isso? Consegue? Se não, aprende comigo que estou aprendendo essa nova tarefa:

Primeiro: alguém recebeu uma pedrada que machucou. Recebeu até duas. Deve doer muito coisa assim. E dói. Coisa que respeito deveras é a dor-alheia.

Dor-alheia é palavra composta porque de muitas formas passam a fazer parte da dor nossa, - minha -, no caso. Eu ouvi as pedradas e as senti. E realmente, foram pedradas de responsabilidade.

Segundo: quem recebe essas pedradas, sem querer - ou não -, fragmentou essa matéria em várias outras pedras. A partir disso, remete-as a quem se aproxima. Isso é a metapedrada. A pedra da pedra, a filha-da-pedra.

Estou tentando aqui, associar as pedradas com o Paulo Coelho... não é tarefa impossível, mas as pedras destroem parte dos sonhos - só a parte real - porque os sonhos vão continuar lá, latentes...

Foi assim, nessa tarefa de ressignificar as coisas sólidas que aprendi que as pedradas só amputam os sonhos de quem não tem coragem, de quem não quer correr e viver os riscos dos seus sonhos. Isso é talento! Organizar as pedras, harmonicamente, sintaticamente em Jardins... elas nunca vão acabar, sempre haverá mão atirando pedra e pedras sendo atiradas.

Receber uma pedra considero um presente nobre. Eu lapido os presentes. Guardo-os com carinho e respeito. Não é qualquer pessoa que consegue receber uma pedrada e manter-se inteiro, completo, sem rachaduras, sem frestas, sem ossos quebrados... Receber uma pedrada faz parte do ciclo vital... o grande segredo das coisas está no equilíbrio e equilibrar pedras exige grande malabarismo: carregá-las sem tropeçar, sem escorregar... lapidá-las... escolher um lugar reluzente e digno a cada uma. Dar-lhes significados. Ressignificá-las.

O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar, apesar das pedradas e correr o risco de viver seus sonhos com ou sem pedradas. Cada qual com seu talento... que seu talento permita-lhe ter o talento de saber ressignificar as pedras.

Ândrea Mamontow

27 de maio de 2009

Friedensreich Hundertwasser



O artista austríaco Friedensreich Hundertwasser (n. 1928) nunca estudou arte e tem horror às teorias artísticas. A sua única passagem por uma escola foram 3 meses na Akademie der bildenden Künste, em Viena. Há quem descreva as suas pinturas como primitivas, arcaicas e puramente decorativas na cor e na linha (lembram Klimt e a Arte Nova vienense) mas são, no fundo, bastante sofisticadas.

Hundertwasser é, no entanto, um dos artistas mais destacados do século XX e um dos primeiros a revelar preocupações ambientais nas suas obras, procurando inspiração nas harmonias da Natureza e nas suas características aparentemente irregulares e acidentais. Pinta frequentemente "em trânsito" com recurso a uma caixa de vulgares marcadores, o que dá um aspecto peculiar às suas obras.

















Recadinhos para os alunos do 8º ano - NEP - PARTE 1

Queridinhos da tia, a seguir, dicas para as atividades de vocês...

Desejo sucesso e um ótimo aprendizado a todos!

Beijos mágicos

Para pesquisar e curtir "são" Basquiat:
(copiem e colem o link pra navegar. Depois, abram em abas separadas as imagens que quiserem analisar)

http://images.google.com.br/images?client=firefox-a&channel=s&hl=pt-BR&q=basquiat&um=1&ie=UTF-8&ei=BGsdSrWPIuPemQeprsm2Bg&sa=X&oi=image_result_group&resnum=1&ct=title

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Michel_Basquiat

http://educacao.uol.com.br/biografias/basquiat.jhtm

http://br.geocities.com/m80811/basquiat.htm


ARTE CONTEMPORÂNEA:
http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u35.jhtm

http://educacao.uol.com.br/artes/arte-efemera.jhtm


Reflexões sobre Artes:
http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u8.jhtm


Literatura (poesias e escritores) escoceses:

Na Escócia fala-se o gaélico escocês (ou erse), juntamente com o inglês. No século V d.C., os irlandeses invadiram a Escócia e levaram uma variedade do gaélico que substituiu a antiga língua britânica. Durante o século XV, o escocês se constituiu em uma língua diferente do irlandês e ganhou a condição de idioma. O escocês também é falado por algumas centenas de interlocutores no Canadá, na província de Nova Escócia (ou Nova Scotia).

A poesia bárdica escocesa dos "makaris" (poetas, em gaélico) iniciou-se com a compilação do Livro do deão/diácono de Lismore (1512-1526) por James McGregor, esta obra é marcada pela sua complexidade e heroísmo. Seguida por Willian Dunbar, Henryson e sir Lyndsay.

As coletâneas de poesias orais em gaélico-escocês, que em sua grande maioria foram compiladas no séc. XVIII (Fragmentos de poesias antigas, de Macpherson), marcam o "fortalecimento" da poesia escocesa, através de Robert Burns, considerado uns dos ícones da literatura escocesa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Scott

http://wapedia.mobi/pt/Walter_Scott

http://wapedia.mobi/pt/Henry_Francis_Lyte

http://wapedia.mobi/pt/Ossian

http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet229.htm


Aseguir, três poemas de Douglas Dunn, e suas respectivas traduções:


Modern Love
It is summer, and we are in a house
That is not ours, sitting at the table
Enjoying minutes of a rented silence,
The upstairs people gone. The pigeons lull
To sleep the under-tens and invalids,
The tree shakes out its shadows on the grass,
The roses rove through the wilds of my neglect.
Our lives flap, and we have no hope of better
Happiness than this, not much to show for love
But how we are, or how this evening is,
Unpeopled, silent, and where we are alive
In a domestic love, seemingly alone,
All other lives worn down to trees and sunlight,
Looking forward to a visit from the cat.



Amor Moderno
É verão, estamos em uma casa
Que não é nossa, sentados à mesa
Desfrutando minutos de silêncio alugado,
Os hóspedes de cima partiram. Os pombos embalam
o sono das crianças e dos inválidos,
A árvore sacode suas sombras na grama,
As rosas vagueiam no agreste da minha negligência.
Nossas vidas oscilam, e não temos esperança de melhor
Felicidade que esta, não tanto para demonstrar amor
Mas como estamos, ou como está essa noite,
Despovoada, silenciosa, e onde estamos vivos
Em um amor doméstico, parecendo sós,
As outras vidas desgastadas de árvores e luz do sol;
Esperando ansiosas por uma visita do gato.



Men of Terry Street
They come in at night, leave in the early morning.
I hear their footsteps, the ticking of bicycle chains,
Sudden blasts of motorcycles, whimpering of vans.
Somehow I am either in bed, or the curtains are drawn.
This masculine invisibility makes gods of them,
A pantheon of boots and overalls.
But when you see them, home early from work
Or at their Sunday leisure, they are too tired
And bored to look long at comfortably.
It hurts to see their faces, too sad and too jovial.
They quicken their step at the smell of cooking,
They hold up their children and sing to them.



Homens da Terry Street
Eles chegam no período noturno, partem de manhã cedo.
Escuto seus passos, o clangor das correntes de bicicleta,
Bombas súbitas de motocicletas, choramingar de vans.
De certo modo estou na cama, ou com as cortinas puxadas.
Esta invisibilidade masculinas os torna deuses,
Um panteão de botas e macacões.
Mas quando você os vê, em casa logo após o trabalho
Ou no seu descanso de domingo, estão cansados demais
E entediantes de se observar por muito tempo.
Dói enxergar suas faces, tão tristes e tão joviais.
Eles apressam o passo com o cheiro da comida,
Levantam suas crianças e cantam para elas.



Love poem
I live in you, you live in me;
We are two gardens haunted by each other.
Sometimes I cannot find you there,
There is only the swing creaking,
that you have just left,
Or your favourite book beside the sundial.



Poema de amor
Eu habito em você e você em mim;
Somos dois jardins assombrados pelo outro.
Às vezes não consigo encontrar você ali,
Há somente o balanço rangendo,
Logo após sua partida,
Ou seu livro favorito atrás do relógio de sol.

Douglas Dunn nasceu em 1942 em Inchinnan, Renfrewshire. Trabalhou como bibliotecário, estudou inglês na Universidade de Hull, e desde 1991 é professor do departamento de literatura escocesa na Universidade de St Andrews. Recebeu diversos prêmios literários. Contribui regularmente como ensaista em diversas revistas e jornais, tais como Glasgow Herald, the New Yorker e o the Times Literary Supplement. Além de poeta e prosador, tem editado várias antologias e estudos de crítica literária.