27 de maio de 2009

Friedensreich Hundertwasser



O artista austríaco Friedensreich Hundertwasser (n. 1928) nunca estudou arte e tem horror às teorias artísticas. A sua única passagem por uma escola foram 3 meses na Akademie der bildenden Künste, em Viena. Há quem descreva as suas pinturas como primitivas, arcaicas e puramente decorativas na cor e na linha (lembram Klimt e a Arte Nova vienense) mas são, no fundo, bastante sofisticadas.

Hundertwasser é, no entanto, um dos artistas mais destacados do século XX e um dos primeiros a revelar preocupações ambientais nas suas obras, procurando inspiração nas harmonias da Natureza e nas suas características aparentemente irregulares e acidentais. Pinta frequentemente "em trânsito" com recurso a uma caixa de vulgares marcadores, o que dá um aspecto peculiar às suas obras.

















Recadinhos para os alunos do 8º ano - NEP - PARTE 1

Queridinhos da tia, a seguir, dicas para as atividades de vocês...

Desejo sucesso e um ótimo aprendizado a todos!

Beijos mágicos

Para pesquisar e curtir "são" Basquiat:
(copiem e colem o link pra navegar. Depois, abram em abas separadas as imagens que quiserem analisar)

http://images.google.com.br/images?client=firefox-a&channel=s&hl=pt-BR&q=basquiat&um=1&ie=UTF-8&ei=BGsdSrWPIuPemQeprsm2Bg&sa=X&oi=image_result_group&resnum=1&ct=title

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Michel_Basquiat

http://educacao.uol.com.br/biografias/basquiat.jhtm

http://br.geocities.com/m80811/basquiat.htm


ARTE CONTEMPORÂNEA:
http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u35.jhtm

http://educacao.uol.com.br/artes/arte-efemera.jhtm


Reflexões sobre Artes:
http://educacao.uol.com.br/artes/ult1684u8.jhtm


Literatura (poesias e escritores) escoceses:

Na Escócia fala-se o gaélico escocês (ou erse), juntamente com o inglês. No século V d.C., os irlandeses invadiram a Escócia e levaram uma variedade do gaélico que substituiu a antiga língua britânica. Durante o século XV, o escocês se constituiu em uma língua diferente do irlandês e ganhou a condição de idioma. O escocês também é falado por algumas centenas de interlocutores no Canadá, na província de Nova Escócia (ou Nova Scotia).

A poesia bárdica escocesa dos "makaris" (poetas, em gaélico) iniciou-se com a compilação do Livro do deão/diácono de Lismore (1512-1526) por James McGregor, esta obra é marcada pela sua complexidade e heroísmo. Seguida por Willian Dunbar, Henryson e sir Lyndsay.

As coletâneas de poesias orais em gaélico-escocês, que em sua grande maioria foram compiladas no séc. XVIII (Fragmentos de poesias antigas, de Macpherson), marcam o "fortalecimento" da poesia escocesa, através de Robert Burns, considerado uns dos ícones da literatura escocesa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Scott

http://wapedia.mobi/pt/Walter_Scott

http://wapedia.mobi/pt/Henry_Francis_Lyte

http://wapedia.mobi/pt/Ossian

http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet229.htm


Aseguir, três poemas de Douglas Dunn, e suas respectivas traduções:


Modern Love
It is summer, and we are in a house
That is not ours, sitting at the table
Enjoying minutes of a rented silence,
The upstairs people gone. The pigeons lull
To sleep the under-tens and invalids,
The tree shakes out its shadows on the grass,
The roses rove through the wilds of my neglect.
Our lives flap, and we have no hope of better
Happiness than this, not much to show for love
But how we are, or how this evening is,
Unpeopled, silent, and where we are alive
In a domestic love, seemingly alone,
All other lives worn down to trees and sunlight,
Looking forward to a visit from the cat.



Amor Moderno
É verão, estamos em uma casa
Que não é nossa, sentados à mesa
Desfrutando minutos de silêncio alugado,
Os hóspedes de cima partiram. Os pombos embalam
o sono das crianças e dos inválidos,
A árvore sacode suas sombras na grama,
As rosas vagueiam no agreste da minha negligência.
Nossas vidas oscilam, e não temos esperança de melhor
Felicidade que esta, não tanto para demonstrar amor
Mas como estamos, ou como está essa noite,
Despovoada, silenciosa, e onde estamos vivos
Em um amor doméstico, parecendo sós,
As outras vidas desgastadas de árvores e luz do sol;
Esperando ansiosas por uma visita do gato.



Men of Terry Street
They come in at night, leave in the early morning.
I hear their footsteps, the ticking of bicycle chains,
Sudden blasts of motorcycles, whimpering of vans.
Somehow I am either in bed, or the curtains are drawn.
This masculine invisibility makes gods of them,
A pantheon of boots and overalls.
But when you see them, home early from work
Or at their Sunday leisure, they are too tired
And bored to look long at comfortably.
It hurts to see their faces, too sad and too jovial.
They quicken their step at the smell of cooking,
They hold up their children and sing to them.



Homens da Terry Street
Eles chegam no período noturno, partem de manhã cedo.
Escuto seus passos, o clangor das correntes de bicicleta,
Bombas súbitas de motocicletas, choramingar de vans.
De certo modo estou na cama, ou com as cortinas puxadas.
Esta invisibilidade masculinas os torna deuses,
Um panteão de botas e macacões.
Mas quando você os vê, em casa logo após o trabalho
Ou no seu descanso de domingo, estão cansados demais
E entediantes de se observar por muito tempo.
Dói enxergar suas faces, tão tristes e tão joviais.
Eles apressam o passo com o cheiro da comida,
Levantam suas crianças e cantam para elas.



Love poem
I live in you, you live in me;
We are two gardens haunted by each other.
Sometimes I cannot find you there,
There is only the swing creaking,
that you have just left,
Or your favourite book beside the sundial.



Poema de amor
Eu habito em você e você em mim;
Somos dois jardins assombrados pelo outro.
Às vezes não consigo encontrar você ali,
Há somente o balanço rangendo,
Logo após sua partida,
Ou seu livro favorito atrás do relógio de sol.

Douglas Dunn nasceu em 1942 em Inchinnan, Renfrewshire. Trabalhou como bibliotecário, estudou inglês na Universidade de Hull, e desde 1991 é professor do departamento de literatura escocesa na Universidade de St Andrews. Recebeu diversos prêmios literários. Contribui regularmente como ensaista em diversas revistas e jornais, tais como Glasgow Herald, the New Yorker e o the Times Literary Supplement. Além de poeta e prosador, tem editado várias antologias e estudos de crítica literária.

24 de abril de 2009

VAZIO...

Sim... reclamaram mas está parado sim!

Não tenho tido tempo hábil pra me concentrar no blog... Se quiser opinar, agradeço!

Mas por enquanto, permanecerei no silêncio.........................................................................................................
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beijos

26 de outubro de 2008

1.3, de Manoel de Barros

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Eu vim pra cá sem coleira, meu amo.
Do meu destino eu mesmo desidero.
Não uso alumínio na cara.
Quando cheguei neste lugar -

Só batelão e boi de sela trafegavam.

Aqui só dava maxixo e capivar
a.
Mosquito usava pua de 3/4.

Falo sem desagero.

Desculpe a delicadeza.
Meu olho tem aguamentos.

(Fui urinado pelas ovelhas do Senhor?)


Manoel de Barros.


Desenho de Álvaro Apocalypse




...

23 de setembro de 2008

Coisas que AMO do Caio Fernando Abreu...


"Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada. daqui há pouco você vai crescer e achar tudo isso ridículo. Antes que tudo se perca, enquanto ainda posso dizer sim, por favor chegue mais perto"

["Uma história confusa", Ovelhas negras]


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27 de agosto de 2008

... nº 8...



"amar o mesmo de si no outro às vezes acorrenta, mas quando os corpos se tocam ,as mentes conseguem voar para bem mais longe que o horizonte"

Caio Fernando Abreu

Memórias, de Carlos Fernando Abreu... (tão minhas)...



"Mas tantas memórias. A gente tem tantas memórias. Eu fico pensando se o mais difícil no tempo que passa não será exatamente isso. O acúmulo de memórias, a montanha de lembranças que você vai juntando por dentro. De repente o presente, qualquer coisa presente. Uma rua, por exemplo. Há pouco, quando você passou perto de Pinheiros eu olhei e pensei: eu já morei ali com o Beto. E a rua não é mais a mesma, demoliram o edifício. As ruas vão mudando, os edifícios vão sendo destruídos. Mas continuam inteiros dentro de você. Chega um tempo, eu acho, que você vai olhar em volta sem conseguir reconhecer nada."


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Dama da noite...




"Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada"
(C.F.A., Dama da Noite)



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UNO...




Cada pessoa precisa ter seu próprio espaço interior. Então haverá alegria em encontrar o outro, haverá anseio e paixão em encontrar o outro.

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24 de agosto de 2008

São Manoel de Barros...


A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que
olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde, que
vai lá fora, que
aponta lápis, que
vê a uva etc. etc.
Perdoai.
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

-Manoel de Barros-



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