4 de fevereiro de 2011

Clarice Lispector...


Não corra atrás de quem você quer... a vida se encarrega de trazer quem você merece...

"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
 
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
 
Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."

Clarice Lispector

2 de fevereiro de 2011

Eu amo a minha profissão mas, nessas horas eu amo mais ainda!


 

Ao contrário das minhas colegas professoras, eu não choro nem me mordo ao receber essas "pérolas do Enem"... mas também não ficarei aqui discorrendo os motivos que levam os jovens a saírem semi-alfabetizados das escolas públicas e também das particulares (!)

Ria se puder...

  - O Brasil não teve mulheres presidentes mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino. (denúncia gravíssima: isto significa que vários ex-presidentes casaram-se com travestis). 

- O número de famigerados do MST almenta a cada ano seletivo. (e a burrice não diminói!) 

- Os anaufabetos nunca tiveram chance de voltar outra vez para a escola. (nem de ir!) 

- Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar. (sem comentários) 

- O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba. (vende-se uma máquina de escrever faltando algumas letras!!!) 

- Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos. (algumas antas realmente comem mulheres carnívoras, né?) 

 - Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres. Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana. (Esta é 10! Sarneamento deve ser a aplicação das teorias do Zé Sarney. Eu axo, sem me pré-ocupar muito!) 

- Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Russia (Deve ter sido o avô dele).

- O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro. (deve ter demorado o céculo inteiro para fazer a mudança) 

- A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje. (esqueceu da História em Quadrinhos) 

- Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam. (pena que a mãe dessa anta não era índia!) 

- Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos. (Ou era uma biga macho que tinha duas bigas fêmeas, puxada por uma anta) 

- No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando. (Deve ter sido no tempo em que chegaram as primeiras prostitutas lá) 

- Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu. (Como será que eles tencionavam fazer isto?) 

- A capital da Argentina é Buenos Dias. (E de noite, muda o nome para Buenas Noches ) 

- Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs. ( hein?) 

- A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos. (esse deve ser gay) 

- O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes.( é verdade, de São Paulo até o Nordeste, falta construir aquadutos para levar as inundações) 

- Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas. (Nova técnica americana, para substituir o trem-bala ) 

- As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas. (A noite deve ter ficado muito esclarecida com essa idéia luminosa) 

- Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central. (Procura-se urgente um Atlas Geográfico que venha com um Aurélio junto) 

- As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet. (Um CD dos Raimundos, por exemplo, é pornofonografia ) 

- A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly. (e deve ter inventado também a Operação Furacão, que colocou alguns juízes no olho do clone!) 

- O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar. (tadinho do Papa) 

- A devassa da Inconfidência Mineira foi Marília de Dirceu, a amante de Tiradentes. (misturou tudo!) 

- Hormônios são células sexuais dos homens masculinos. (Nos homens femininos, essas células chamam-se frescuromônios) 

- Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba. (ao mesmo tempo em que praticavam tiro ao álvaro) 

- Onde nasce o sol é o nacente , onde desce é o decente. (E a anta que escreveu isto, é indecente!) 

- A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo. Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Lua e outros 4 que eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, a senhora não vai esperar eu lembrar, vai? Mas tomara que não baixe minha nota por causa disso porque esquecer a memória em casa todo mundo esquece um dia, não esquece? (Quase chorei com essa!)


P.S.: Eu me recusei a corrigir as expressões não adequadas ao novo padrão da Língua Portuguesa no Brasil... até porque todo mundo sabe que eu não concordo nem um pouco com a retirada dos acentos dos ditongos quando em sílabas paroxítonas... assim como sou totalmente contra, também, com o sumiço do trema. Bem, é melhor eu já ir parando antes que tome mais broncas por ser sempre, mas seeempre do contra! 

Carpe diem!

As rosas...




Na segunda-feira você me perguntou sobre as flores que eu mais gostava... respondi-te que orquídeas...Mandou-me rosas...

Na terça-feira telefonou tarde... voz rouca, cansaço... uma falta de vontade até pra conversar frivolidades... Você parecia um clichê daqueles que você sabe que eu detesto...

Na quarta, nem telefonou, nem me atendeu... não respondeu minhas mensagens... nem na quinta... e nem na sexta...

No sábado eu bati umas asas coloridas por aí...

No domingo, as rosas estavam murchas demais e as joguei ao lixo... Aproveitei e rasguei o cartão repleto de mentiras e falsas juras... antigamente você sabia, ao menos, mentir melhor...

Na segunda-feira você me telefona novamente... um ordinário... Não te atendi.

Não respondi à nenhuma mensagem...

Não aceitei as flores que o entregador quis deixar...

Não aceitei a tua serenata no portão...

Também não aceitei tuas desculpas, tuas infâmias, tuas súplicas.

Sabe as rosas? Aquelas que você me enviou?? Sim... eram lindas mas não exalavam olor algum... como eu e você... Sim... elas foram parar no lixo, no lugar em que você sempre esteve...

Passe bem, se puder...

Carpe diem!

Ândrea, A Russa...

Apenas uma reparação...

O texto abaixo, inacabado, vai continuar assim... não tenho tempo a perder com quem não merece... Carpe diem!

29 de janeiro de 2011

Definitivamente, VIVER é uma bebida esquisita mas vicia... Ândrea Mamontow, A Russa...

Nota inicial: o seguinte texto não está concluído, visto que um pequeno desentendimento está acontecendo em torno da situação. Logo, eu, vitoriosa, lançarei palavras sem o recurso do eufemismo (detesto)...
 Carpe diem!

Costumeiramente, não errei em errar naquele enfadonho e morno domingo - como quase todos os domingos são... enfadonhos, mornos, com cheiro de sofá encharcado de costas e bundas e outras coisas físicas que moldam as espumas e tecidos ou couros... domingo é um bom dia pra se desgraçar ou pra morrer, pra quem tem essa disposição... no meu caso, costumo desgraçar-me neste dia...

Mas, lá fui eu, novamente, rumo ai "sei lá o que" ou "sei lá que porra é essa", como dizemos quando vamos fazer algo que pode ser arriscado à costumeira comodidade quase espiritual e canônica de cada pessoa...

Sabem bem, os que me acompanham nas aventuras cotidianas, que eu abomino as inverdades e outras faltas de criatividade e graça... Se me perguntarem a coisa mais absurda de se perguntar, eu ainda assim, serei sincera e responderei mas não mintam para mim porque a mentira tem um cheiro curto e fastidioso... a mentira tem até cor - acredite-me! Sabe aquela cor de defunto... aquela meio amarelada, meio esverdeada... quase roxeada nas bordas dos traços... a mentira é como essas cores... dão-me uma repugnância imensa e uma vontade de cuspir que não me controlo...

Lá chegando, pra minha des-surpresa (amo sempre as reticências e os neologismos), o sujeito era exatamente o que eu imaginei: tosco, grosseiro, um desalinhado, deselegante e todos os "des+alguma coisa ruim" que existir por ai... coisa que me dá ânsias de vômito é pessoa que "masca" os alimentos... não dá pra conversar com um sujeito que pega a batata com os dedos, mergulha-a numa espécie de creme de salmonela com botulismo e enfia-a na boca - claro -, no meio do percurso, várias gotas do tal creme vão se derramando pelo caminho... na mesa, na camisa, no queixo... aí começa a "mascação": como conversar com uma pessoa olhando pra cara dela e enxergar a batata se misturando à saliva, aos dentes, à língua que frenética lança a massa mascada pro outro canto da boca, já reservando espaço para lotar mais a cavidade bucal de alimento gorduroso e "encremado" e, atenção, sem engolir a primeira batata-vítima... dá-me convulsões no esôfago escrever essas coisas, mas a minha intenção aqui é escrever exatamente ou quase, tudo o que vivo, então... ature-me se puder...

Nessa hora, que era mais morna que no começo, eu queria que um louco invadisse o lugar e o pegasse como refém e, acidentalmente, a arma disparasse... cruel isso, eu concordo, mas a vontade é minha e eu sou responsável por ela... não retiro esse pensamento, é um direito meu!

Mas vamos lá... imagina um indivíduo que passa um dia todo (não esqueça, o dia era morno, quente e chato como todos os domingos) elogiando-te: admira-se dos olhos, do nariz, da boca, das pernas, das sardas, do riso... da voz... da inteligência, da cultura, das histórias, dos momentos descontraídos, etc, etc, etc... sabe quando o cara quer conquistar, seduzir e começa a bajular? Então... mulher inteligente não gosta disso.

Eu odiei.

Durante a desagradável conversa, eu tinha vontade de dizer assim:
- Me aguarde um instante de 100 horas que já volto...

Ou:

- Já que você está se esforçando pra se parecer gentil, poderia, por gentileza, fazer o divino favor de jogar-se no vaso sanitário e acionar a descarga com força?

Mas... a tolinha não fez nada disso... educadamente ou idiotamente, manteve-se agradável (só aparências!) como se estivesse na presença de um ser ma-ra-vi-lho-so... acho que consigo isso por causa dos anos de teatro que fiz e que me renderam até algumas premiações... vai saber...

O morno deu lugar ao espetáculo que eu considero o mais lindo da natureza: o pôr do sol e, mais lindo ainda foi o desfecho de um dia inteiro curtindo um chato, tosco e mal-educado que se acha o gostosão da quinta idade, de andar cambaleante de quem tem os meios cozidos e assados e, quiçá, em carne viva, carecão de nariz quebrado mas, que se acha um gatinho! Ui! Que medo!

Como é bom desabafar... obrigada!

Ândrea, A Russa.

20 de janeiro de 2011

Ano Novo... Novo ano?

Que me perdoem as pessoas excessivamente inundadas de esperanças e crendices, mas eu ainda estou mentalizando o que é o ano novo...

Claro que tenho planos, sempre os tive e em abundância! Não existo sem um plano, aliás, sem meia dúzia deles por dia! Mas peço, por favor, não me enviem mais aquelas mensagens bizarras, impregnadas de falsos desejos ao próximo e outras aberrações imagéticas que lotam meu hotmail de vírus e outras turbulências... Fale-me na cara, na caruda mesmo!

Pra quem conseguir entender, lá vai: parabéns às pessoas que tiraram as máscaras e esparramaram verdadeiras e próprias emoções... Gostei demais!

Bem... lá vou eu, me preparando pra começar a lutar em 2011... Ano Novo, porém apenas uma continuação... graças a Deus!

Beijos mágicos da Russa!

Tudo e nada... Kalu Rinpoche...

Imagem: As nereidas, de Gaston Bussieri

Você vive na ilusão e na aparência das coisas.
Há uma realidade, mas você não a conhece.
Quando compreendê-la, vai ver que você não é nada,
E, sendo nada, você é tudo.
Isso é tudo.

Kalu Rinpoche

21 de dezembro de 2010

Já é terça-feira...

 Imagem de Clício Barroso

 
... e eu tentei remoer grãos tão duros que moela alguma conseguiria tal tarefa...

Como é surpreendente a VIDA... até quem nos humilha, nos magoa, nos despreza, nos ensina a lei da superação, do crescimento, da autovalorização...

A ti, meu muito obrigada!

Ândrea, A Russa...

15 de dezembro de 2010

O lugar em que você se perdeu em mim...

Imagem de Amadeo Modigliani


Existe um lugar entre o tesão e o descontrole, onde se misturam sonho e realidade; é nesse lugar que quero me perder com você. 

Existe um espaço entre o amor e a loucura, onde se misturam vida e morte; é neste lugar que você se perdeu de mim.

Entre lugares, lençóis, suores e vários líquidos, entre sensações infinitas e desvarios, entre meus ideais e tua realidade absurda... entre tantas coisas que o silêncio travou-nos os gritos... entre gemidos sufocados pela dor desbotada do desgosto... no vão do abismo entre meu e teu querer... entre tantas coisas que não deveriam ser ditas e as que foram grotescamente ditas... entre a falta de carinho que existia na distância entre tua boca e a minha, durante o beijo...  entre tantas coisas que poderiam ter sido diferentes mas que por motivos insensatos não aconteceram, por tudo isso, nem tesão, nem descontrole... só confusão e sensação de esvaziar-se instantaneamente de amor: assim nascem os buracos negros que engolem as almas.

Não há mais lugar em que eu possa me perder com você ou em você...

Mas existe um lugar, entre o tesão e o descontrole, onde se misturam sonho e realidade e eu ainda quero me encontrar e me perder neste lugar... com você.

Ândrea, A Russa.

12 de dezembro de 2010

Olhe para todos a seu redor...


Texto de Clarice Lispector (Ucrânia, 1925 - Brasil, 1977)

Olhe para todos a seu redor 




Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada.
Temos construido catedrais, e ficado ao lado de fora, pois as catedrais, que nós mesmo contruimos, tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregues a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença, é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos, o que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sidos puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.





"...Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos... "